Após interdição ética, médicos podem deixar Evangelina Rosa por falta de pagamentos

Por Delta | 22/11/2018 | Sem Comentários

Após interdição ética, médicos podem deixar Evangelina Rosa por falta de pagamentos

Maternidade Dona Evangelina Rosa interditada. Foto: Lucas Marreiros/G1 Piauí

Os médicos plantonistas da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, ameaçam deixar o atendimento devido ao atraso no pagamento, de acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PI). Esse é um dos motivos para a interdição parcial da unidade, que teve início nesta quarta-feira (21) e implica na suspensão dos atendimento de casos de baixa e média complexidade, priorizando os de alta complexidade.

O atraso no pagamento dos médicos terceirizados chega a cinco meses e a maioria sinaliza que não pretendem continuar na maternidade. Ainda de acordo com informações do Conselho Regional de Medicina, a falta de médicos está entre as principais reivindicações. Atualmente o quadro de profissionais da medicina é insuficiente para atender à demanda da maternidade.

Interdição Ética

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) realizou, na tarde desta terça-feira (20), a interdição ética parcial da Maternidade Dona Evangelina Rosa, na Zona Sul de Teresina. De acordo com a entidade, a partir desta quarta-feira (21) os médicos deixarão de atender casos de baixa e média complexidade e passarão a atender apenas os casos de alta complexidade.

A decisão do CRM veio após aumento da mortalidade neonatal e mortes de mães por infecção hospitalar. A situação da Evangelina Rosa, que é a maior maternidade pública do Piauí, foi denunciada em uma vistoria do Conselho Regional de Medicina, juntamente com o Ministério Público Estadual, ainda no dia 16 de junho. Durante a visita, foi constatada a falta tanto de medicamentos como de insumos básicos, como sabão líquido.

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