Os desafios do PSDB no Piauí com a candidatura própria Por Delta | 02/04/2018 | Sem Comentários Após cinco derrotas seguidas ao governo do Estado, seja com o candidato a governador ou tendo o vice-governador indicado na chapa, o PSDB poderia ter nesta eleição a melhor oportunidade de entrar no Palácio de Karnak com o desgaste do PT e as dificuldades do governo Wellington Dias. Porém, os tucanos chegam para a disputa de 2018 com uma série de desafios pela frente, o principal deles, o racha dentro do próprio partido. O pré-candidato a governador do PSDB, o deputado estadual Luciano Nunes Filho se apresenta para a disputa com o trunfo de ser o novo num cenário eleitoral de desgaste e repúdio a velhas lideranças políticas. Nos últimos 20 anos, o PSDB teve três candidatos a governador do Piauí, em 1998, 2006 e 2010, dois candidatos a vice-governador, em 2002 e 2014. Nas cinco eleições o partido foi derrotado nas urnas. A média de votos alcançada pelos tucanos no Piauí foi de 264 mil votos, o que corresponde, hoje, a 14% dos votos válidos. Em quase todas as cinco disputas eleitorais, o PSDB teve um desempenho melhor indicando o vice-governador do que tendo à frente o próprio candidato. A exceção foi 2010, quando os tucanos tiveram o melhor desempenho com o ex-prefeito Silvio Mendes alcançando 41,07% das intenções de voto no segundo turno daquela disputa. Até então, tendo também dois ex-prefeitos na dianteira, Chico Gerardo em 1998 e Firmino Filho em 2006, os tucanos só alcançaram pouco mais de 12% das intenções de voto. Na série histórica, sempre que representam uma terceira via, o PSDB permanece em terceiro lugar. Há seis meses da eleição, o principal desafio de Luciano Nunes ainda não é a conquista de votos. É um jogo político partidário que tem provocado o esvaziamento do PSDB. Seu adversário é a influência exercida pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas) dentro do Palácio da Cidade, que é historicamente, o principal reduto político-partidário-eleitoral dos tucanos. Devido à estreita relação do senador com o prefeito Firmino Filho, Ciro Nogueira conseguiu atrair membros importantes do PSDB. No ano passado, migraram para o ninho progressista a esposa de Firmino Filho, hoje pré-candidata a deputada estadual Lucy Silveira, o ex-prefeito Silvio Mendes que concorreu duas vezes na chapa majoritária pelo Governo do Estado, em 2010 como candidato a governador e em 2014, como vice-governador, numa coligação com o PMDB. O senador Ciro Nogueira também atraiu para o Progressistas o técnico das administrações tucanas Washington Bonfim. Como Ciro Nogueira faz parte da base de Wellington Dias cujo partido, o PT, se tornou, após 2014, um adversário real do PSDB, era natural que as reações dos tucanos diante das migrações partidárias de correligionários históricos e do posicionamento do prefeito Firmino Filho não fossem as melhores. A validade das relações tinha uma data, 07 de abril, período das desincompatibilizações. Com a proximidade, mais azedamento. Na última semana, o sobrinho do prefeito da capital, que exercia o cargo de presidente regional do PSDB, anunciou que deixaria o ninho tucano. Seu vôo era previsível – mas ainda não confirmado – o Progressistas. O fato causou mais instabilidade interna no PSDB, mas criou o ambiente favorável para o crescimento da candidatura de Luciano Filho. Mesmo não declarado, são os interesses políticos do senador Ciro Nogueira o principal entrave da candidatura de Luciano Nunes ao Palácio de Karnak. Resta saber o que vai vencer as eleições: o pragmatismo político de conveniências ou a coragem de romper com os padrões eleitorais. Compartilhe isso: Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado 0 Comentários Deixe o seu comentário! Nome: Email: Website: Mensagem: Δ Cancelar Resposta