Professores do Estado afirmam que 2° semestre letivo só será reiniciado após decisão judicial Por Delta | 30/07/2018 | Sem Comentários Sinte-Pi reinvindica reajuste salarial de 6,81% (Foto: Divulgação) Os professores da educação básica do Estado do Piauí, completam 53 dias de greve e o ano letivo de milhares de alunos da rede pública de ensino está ameaçado. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (Sinte-Pi) informou ao OitoMeia que aguarda a decisão judicial que decidirá sobre o reajuste salarial de 6,81%, reivindicado pela categoria, contra os 2,95 % ofertados pelo Governo, e justificado em virtude da Lei Eleitoral e da Lei de Responsabilidade Fiscal e só depois da decisão, o segundo semestre letivo será iniciado. O superintendente da Secretaria de Educação do Piauí (Seduc-Pi), José Barros, disse em entrevista à TV Cidade Verde, na tarde desta segunda-feira (30/07), que não há possibilidade de que o Governo do Piauí volte atrás na decisão e seja favorável ao reajuste de 6,81%. “O Governo não tem como ceder, pois o reajuste pedido pelo sindicato fere as prerrogativas legais”, disse o superintendente. A presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida, rebateu: “No dia 12 de março, o Governo do Piauí e nós, professores do Estado, fizemos um acordo judicial. O governador teve 25 dias para pagar a categoria, antes do período eleitoral, pois esse dinheiro está nos cofres públicos desde janeiro. O que aconteceu foi que o acordo judicial foi descumprido e, logo depois, o Governo alegou que feria as prerrogativas legais”, explicou. O REINÍCIO DO ANO LETIVO O superintendente da Seduc pontuou que todo calendário escolar será readequado e um novo planejamento será feito. “Vamos reiniciar o 2° semestre letivo e os 200 dias letivos serão concluídos na maioria das escolas no dia 21 de dezembro, e nas demais em janeiro e fevereiro de 2019”, explicou José Barros. A categoria negou o início das aulas e declarou que o ano letivo só será reiniciado quando o impasse for solucionado. “Nós vamos continuar com a greve até que a decisão judicial aconteça. Nossa expectativa é muito boa, porque a decisão dos 6,81% aconteceu antes do período eleitoral e foi descumprida pelo Governo”, finalizou Paulina. José Barros, também disse que os trabalhadores da educação não estão de greve, mas em período regular de férias. O Sinte-PI contra-argumentou e avaliou a fala do superintendente como uma tentativa de desvirtuar a greve legal. “Nós estamos em greve! Querem desvirtuar e ludibriar um movimento judicializado. A Seduc busca desestruturar a categoria, mas ninguém é bobo”, afirmou Paulina Almeida. Compartilhe isso: Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado 0 Comentários Deixe o seu comentário! Nome: Email: Website: Mensagem: Δ Cancelar Resposta