Salários de R$864 e sobrecarga de trabalho desmotiva professores no sul do Piauí Por Delta | 03/05/2018 | Sem Comentários Alunos da U.E. Lourenço Filho. Foto: André Leal/Clube Notícias Localizado no extremo sul do Estado, o município de Santa Filomena enfrenta diversos problemas em relação à educação. Falta de professores, salários baixos e número insuficiente de escolas são alguns deles. A Unidade Escolar Professor Lourenço Filho é um exemplo. Nela estudam 363 alunos entre ensino fundamental e médio. No entanto, as aulas estão prejudicadas por falta de professores. Segundo Saulo Pinheiro, diretor do colégio, existe o déficit de sete profissionais na equipe docente. Para os alunos não ficarem prejudicados, a escola se une para pagar aulas particulares e os profissionais ultrapassam a carga horária contratada, como tentativa de repor as aulas dos professores que estão em falta. “Temos que nos virar. São muitos professores que faltam e fazemos o que podemos. Eu dou aula sempre que posso, substituindo o professor de Geografia que não temos. Os alunos fazem bingo e rifas para arrecadar dinheiro e pagar aula particular de professores que não são contratados pelo colégio. Essa foi a alternativa para que eles não sejam tão prejudicados”, comentou. A escola também enfrenta problemas no laboratório de informática. As máquinas estão paradas há três meses, com problemas, sem nenhuma previsão de manutenção, o que prejudica os alunos. Clarisse, uma das alunas, afirma que isso é ruim para todos, pois impede de realizar uma simples pesquisa sobre algum assunto dado em sala de aula. “Aqui na escola não podemos usar o celular, então precisaríamos do computador para auxiliar nos estudos, fazer alguma pesquisa na internet, até mesmo aprender a mexer melhor neles. Mas isso não acontece porque o laboratório está fechado”, relatou. Outro problema na educação na cidade está relacionado a renumeração. Os professores seletistas recebem salários baixíssimos, que desmotivam à exercerem a profissão docente na cidade, como relata um dos professores do município. “Aqui o professor celetista recebe R$864. Uma vergonha! Isto é desmotivante, o nosso trabalho é exaustante e para receber menos de um salário mínimo é lamentável”, afirmou. A situação se torna pior para quem mora no interior da cidade. Como as escolas de ensino médio ficam apenas na cidade, alguns estudantes se deslocam até 50km para terem acesso a educação, como relata Cassione Rodrigues, representante comunitário. “Para quem tem algum meio de transporte, ainda é possível fazer o trajeto, apesar de cansativo, mas esta não é a realidade de todos. Muitos fazem apenas o fundamental e param de estudar devido a distância”, revelou. Para o representante, a melhor solução seria construção de novas escolas, mas soluções mais simples já resolveriam o problema. “Queremos escolas de ensino médio também nos povoados, mas se disponibilizassem ônibus para transportar os alunos, seria uma ótima alternativa”, finalizou. Compartilhe isso: Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado 0 Comentários Deixe o seu comentário! Nome: Email: Website: Mensagem: Δ Cancelar Resposta