Secretária das Cidades entra para a vasta lista de pastas com convênios suspeitos Por Delta | 12/11/2018 | Sem Comentários O IMPACTO DA MÁ ADMINISTRAÇÃO – Convênio entre pasta do governo e fundação, que por sua vez, ‘quarteirizou’ os serviços, apresenta diversas irregularidades – Ainda que o prazo para prestar contas fosse de 30 dias, conveniada e empresa subcontratada estava há meses sem dar satisfação ______________________________ Deputado Fábio Xavier, apontado como um dos responsáveis É FESTA? O RESULTADO DA ATUAÇÃO POLÍTICA NAS SECRETARIAS O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) constatou que ao menos um dos convênios assinados pela Secretaria das Cidades (SECID), cujo titular a época era o deputado estadual Fábio Xavier (PR), possui “graves irregularidades”. O convênio envolve a Fundação Madre Juliana, que tem como presidente Francisco Samuel Couto e Silva. O acordo é da ordem de R$ 250 mil, destinado à “qualificar pessoas para gestão produtiva e empreendedorismo para a Geração de Renda, visando promover o desenvolvimento econômico social e a melhoria da qualidade de vida, através da oferta de cursos relacionados à gestão e planejamento estratégico”. “QUARTEIRIZAÇÃO” Trecho de relatório técnico do TCE A suposta enrolada tem início quando a fundação que integra o convênio “quarteiriza” o objeto do acordo para a agência Makete Publicidade, de Otávio de Sousa Brito. Tudo isso passou aos olhos de Ernani Galvão Cavalcanti Neto, agente público responsável pela emissão dos pareceres técnicos para liberação do convênio e que é funcionário da pasta. “Levando em conta que a promoção de projetos de desenvolvimento social faz parte das atividades da Fundação Madre Juliana, conforme se extrai de seu estatuto, pressupunha-se que detivesse um mínimo de estrutura pessoal e material capaz de viabilizar diretamente a execução, o que, do contexto executivo não se identificara, uma vez que todo o objeto fora “quarteirizado” a uma instituição privada com fins lucrativos – Makete Publicidade – ME, denotando um reconhecimento reconhecimento tácito daquela acerca de sua incapacidade quanto a execução do objeto conveniado”, traz documento de inspeção. O relatório de inspeção da Corte de Contas constatou de início que havia incompatibilidade com a atividade a ser desempenhada, já que a Makete era uma agência de publicidade. Houve até a venda de kit institucional no valor de R$ 9.300,00, sem recolhimento de ICMS. A empresa e a fundação sequer haviam prestado contas. Embora o prazo fosse de 30 dias, há meses essa satisfação não era dada ao órgão. A Secretaria das Cidades relatou que não possuía vínculo com a Makete Publicidade e que não pode ser responsabilizada por isso. Ao léu: prazo para prestar contas esgotado AUSÊNCIA DE CAPACIDADE TÉCNICA Uma outra constatação trazida pelo relatório de inspeção é que a Fundação Madre Juliana não tinha qualquer experiência com capacitação e cursos na área de empreendedorismo. A conclusão é que a capacidade técnica da fundação não foi avaliada, uma vez que “havia ausência pretérita específica com a indicação de serviços prestados”, ainda que “todas as atividades/etapas nela contidas envolvem a contratação de terceiros, sem que se conste qualquer tipo de atividade diretamente executada pela Fundação Madre Juliana”. O presidente da instituição diz que não há como atribuir à fundação qualquer irregularidade. “BAIXO NÍVEL DE TRANSPARÊNCIA E POUCA DIVULGAÇÃO” O convênio assinado pela SECID é apontado ainda como um acordo obscuro, uma vez que não foi dado publicidade sequer no site da instituição. O resultado da auditoria é que o convênio “incorreu em falhas graves”. O Ministério Público de Contas pediu a instauração de uma tomada de contas especial para apurar as responsabilidades e quantificar os valores corrigidos. As ocorrências são datadas do ano de 2016 e as investigações seguem até hoje. Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores 180 GRAUUS Compartilhe isso: Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado 0 Comentários Deixe o seu comentário! Nome: Email: Website: Mensagem: Δ Cancelar Resposta
O IMPACTO DA MÁ ADMINISTRAÇÃO – Convênio entre pasta do governo e fundação, que por sua vez, ‘quarteirizou’ os serviços, apresenta diversas irregularidades – Ainda que o prazo para prestar contas fosse de 30 dias, conveniada e empresa subcontratada estava há meses sem dar satisfação ______________________________ Deputado Fábio Xavier, apontado como um dos responsáveis É FESTA? O RESULTADO DA ATUAÇÃO POLÍTICA NAS SECRETARIAS O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) constatou que ao menos um dos convênios assinados pela Secretaria das Cidades (SECID), cujo titular a época era o deputado estadual Fábio Xavier (PR), possui “graves irregularidades”. O convênio envolve a Fundação Madre Juliana, que tem como presidente Francisco Samuel Couto e Silva. O acordo é da ordem de R$ 250 mil, destinado à “qualificar pessoas para gestão produtiva e empreendedorismo para a Geração de Renda, visando promover o desenvolvimento econômico social e a melhoria da qualidade de vida, através da oferta de cursos relacionados à gestão e planejamento estratégico”. “QUARTEIRIZAÇÃO” Trecho de relatório técnico do TCE A suposta enrolada tem início quando a fundação que integra o convênio “quarteiriza” o objeto do acordo para a agência Makete Publicidade, de Otávio de Sousa Brito. Tudo isso passou aos olhos de Ernani Galvão Cavalcanti Neto, agente público responsável pela emissão dos pareceres técnicos para liberação do convênio e que é funcionário da pasta. “Levando em conta que a promoção de projetos de desenvolvimento social faz parte das atividades da Fundação Madre Juliana, conforme se extrai de seu estatuto, pressupunha-se que detivesse um mínimo de estrutura pessoal e material capaz de viabilizar diretamente a execução, o que, do contexto executivo não se identificara, uma vez que todo o objeto fora “quarteirizado” a uma instituição privada com fins lucrativos – Makete Publicidade – ME, denotando um reconhecimento reconhecimento tácito daquela acerca de sua incapacidade quanto a execução do objeto conveniado”, traz documento de inspeção. O relatório de inspeção da Corte de Contas constatou de início que havia incompatibilidade com a atividade a ser desempenhada, já que a Makete era uma agência de publicidade. Houve até a venda de kit institucional no valor de R$ 9.300,00, sem recolhimento de ICMS. A empresa e a fundação sequer haviam prestado contas. Embora o prazo fosse de 30 dias, há meses essa satisfação não era dada ao órgão. A Secretaria das Cidades relatou que não possuía vínculo com a Makete Publicidade e que não pode ser responsabilizada por isso. Ao léu: prazo para prestar contas esgotado AUSÊNCIA DE CAPACIDADE TÉCNICA Uma outra constatação trazida pelo relatório de inspeção é que a Fundação Madre Juliana não tinha qualquer experiência com capacitação e cursos na área de empreendedorismo. A conclusão é que a capacidade técnica da fundação não foi avaliada, uma vez que “havia ausência pretérita específica com a indicação de serviços prestados”, ainda que “todas as atividades/etapas nela contidas envolvem a contratação de terceiros, sem que se conste qualquer tipo de atividade diretamente executada pela Fundação Madre Juliana”. O presidente da instituição diz que não há como atribuir à fundação qualquer irregularidade. “BAIXO NÍVEL DE TRANSPARÊNCIA E POUCA DIVULGAÇÃO” O convênio assinado pela SECID é apontado ainda como um acordo obscuro, uma vez que não foi dado publicidade sequer no site da instituição. O resultado da auditoria é que o convênio “incorreu em falhas graves”. O Ministério Público de Contas pediu a instauração de uma tomada de contas especial para apurar as responsabilidades e quantificar os valores corrigidos. As ocorrências são datadas do ano de 2016 e as investigações seguem até hoje. Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores 180 GRAUUS